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terça-feira, 14 de abril de 2015

Beber café pode diminuir risco de esclerose múltipla, diz estudo


Pesquisa foi realizada em Baltimore nos Estados Unidos


Pessoas que bebem de quatro a seis xícaras de café por dia podem estar menos propensos a desenvolver esclerose múltipla, segundo pesquisa internacional publicada nesta quinta-feira."A ingestão de cafeína foi associada à redução dos riscos das doenças de Parkinson e Alzheimer", afirmou a autora Ellen Mowry, da Universidade Johns Hopkins de Medicina em Baltimore, Maryland. "Nosso estudo demonstra que a ingestão de café pode também proteger contra a esclerose múltipla, reforçando a ideia de que a substância pode ter efeitos protetores para o cérebro", completou. 

Um estudo americano e sueco – realizado antes da reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em Washington – compararam, cada um, mais de 1 mil pacientes com esclerose múltipla com um número similar de pessoas saudáveis. Os cientistas rastrearam a quantidade de café que os indivíduos com esclerose múltipla ingeriram um, cinco e dez anos antes de os sintomas começarem a aparecer. 

Depois de considerar outros fatores como idade, sexo, tabagismo, índice de massa corporal e exposição ao sol, o estudo sueco descobriu que "em comparação com as pessoas que bebiam pelo menos seis xícaras de café por dia um ano antes de os sintomas aparecerem, aqueles que não bebiam café mais de uma vez e meia por dia aumentaram os riscos de desenvolver esclerose múltipla". 

Efeitos protetores similares foram observados naqueles que bebiam muito café entre cinco e dez anos antes dos sintomas aparecerem. O estudo americano demonstrou que que "pessoas que não beberam café seriam uma vez e meia mais propensas a desenvolver a doença do que aquelas que beberam quatro ou mais xícaras de café por dia no ano anterior ao aparecimento dos sintomas". 

Mais estudos são necessários para determinar se a cafeína presente no café tem algum impacto nos relapsos, incapacidades de longo prazo relacionadas com a esclerose múltipla, uma doença incurável do sistema nervoso central que afeta 2,3 milhões de pessoas no mundo. O estudo foi realizado pelo Conselho de Pesquisa Médica Sueco, pelo Instituto Nacional Americano de Distúrbios Neurológicos e Acidentes Vasculares Cerebrais, pelo Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental e pelo Instituto Nacional para o Envelhecimento.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Nova esperança para o tratamento da esclerose múltipla

 Instituto Walter e Eliza Hall desenvolveram nova substância que pode parar a inflamação
Cientistas do Instituto Walter e Eliza Hall (Austrália) desenvolveram uma nova substância que pode parar a inflamação e mostrou-se promissora na prevenção da progressão da esclerose múltipla (EM) — uma doença inflamatória que danifica o sistema nervoso central, incluindo o cérebro, a medula espinal e os nervos ópticos. Não há nenhuma cura ainda e por isso há uma necessidade desesperada por novos e melhores tratamentos.

Sistema imune esquentado

As doenças inflamatórias, tais como a EM, são ocasionadas por um sistema imunológico super ativado, explicam os autores do trabalho. 

— A inflamação acontece quando nossas células imunológicas liberam hormônios chamados citocinas, que é uma resposta normal à doença —, dizem eles.

— No entanto, quando muitas citocinas são produzidas, a inflamação pode sair do controle e prejudicar o nosso próprio corpo, o que acontece nas doenças autoimunes ou inflamatórias crônicas.

Para aplicar os freios nessa resposta imune enlouquecida, os pesquisadores do instituto desenvolveram uma pequena molécula, chamada WEHI-345, projetada para desligar uma chave nas células imunes. Essa chave recebe o nome código de RIPK2. Isto evita temporariamente a liberação de citocinas inflamatórias.
Importância das cobaias

Os cientistas examinaram o potencial terapêutico do WEHI-345 para o tratamento de doenças imunes em modelos experimentais de EM em ratos de laboratório. Os animais foram tratados com WEHI-345 depois que os sintomas de EM apareceram pela primeira vez, e descobriram que a droga conseguiu impedir a progressão da doença em 50% dos casos! Estes resultados são extremamente importantes, pois atualmente não há bons tratamentos preventivos para a esclerose múltipla. E sem o teste em animais não poderíamos saber se o medicamento pode ser de alguma ajuda e seguro para uso em humanos.

Esta molécula é uma ótima promessa para o desenvolvimento de um tratamento para EM e outras doenças inflamatórias, mas ela ainda pode ser melhorada para causar um desligamento mais duradouro da chave RIPK2, afirmam os autores.

Fonte:ClikRBS

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estudo diz que Esclerose múltipla pode ser detectada antes dos primeiros sintomas.

Pesquisadores da Alemanha descobriram que a presença de um determinado anticorpo na corrente sanguínea de uma pessoa pode indicar a presença de esclerose múltipla anos antes de os primeiros sintomas surgirem. De acordo com o estudo, apenas parte dos pacientes com esclerose múltipla parece apresentar o anticorpo KIR4.1 antes de a doença se manifestar. Por outro lado, nenhuma pessoa livre da condição tem a substância na corrente sanguínea. Ou seja, a ausência do anticorpo não necessariamente significa que um indivíduo nunca terá esclerose múltipla, mas a sua presença necessariamente acusa que a doença se manifestará no futuro. A pesquisa, desenvolvida na Universidade Técnica de Munique, foi apresentada em abril durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia, nos Estados Unidos. 
Não se conhece a causa a esclerose múltipla, e não existe cura para a doença. Sabe-se apenas que ela ocorre quando há danos ou destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização, ou escleroses, e surgem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos. O estudo alemão se baseou nos dados de pessoas que haviam participado de uma pesquisa de longa duração. Os participantes foram acompanhados por vários anos e tiveram amostras de sangue recolhidas diversas vezes.
O Estudo: No novo estudo, os autores selecionaram dezesseis pessoas diagnosticadas com esclerose múltipla e analisaram suas amostras de sangue recolhidas seis anos antes de os primeiros sintomas da doença aparecerem. Depois, os pesquisadores compararam essas amostras às recolhidas de outros dezesseis indivíduos que não apresentavam o problema. Na análise, os pesquisadores procuraram especificamente pelo anticorpo KIRK4.1. Segundo os resultados, sete dos dezesseis pacientes com esclerose múltipla apresentaram o anticorpo antes de os primeiros sintomas surgirem. O exame do anticorpo deu negativo em todos os participantes sem a doença.
De acordo com Viola Biberacher, coordenadora do estudo, o próximo passo será replicar esse teste em um grupo maior de participantes para determinar quão precocemente é possível prever a esclerose múltipla a partir da análise do anticorpo. "Detectar a doença antes de ela se manifestar clinicamente pode significar melhores tratamentos e até a possibilidade de prevenir o surgimento dos sintomas", diz.

sábado, 27 de setembro de 2014

Esclerose Múltipla Progressiva - 31,4 milhões em financiamentos destinados à investigação da doença.

A primeira rodada de 22 bolsas de investigação foram concedidos a projetos em nove países pelo "Progressive MS Alliance International" , com o objetivo de eliminar as barreiras ao desenvolvimento de tratamentos para esclerose múltipla progressiva . Os 22 projetos foram escolhidos entre 195 propostas de pesquisa apresentados por pesquisadores em 22 países e revisados ​​pelo Comitê de Revisão Científica 40-forte da Aliança.Esta primeira rodada de financiamento é o início de um ambicioso programa que vai ver um total de € 22.000.000 (USD quase US $ 30 milhões) investidos em pesquisas EM progressiva ao longo dos próximos seis anos. O financiamento também é destinado a ajudar a criar redes de pesquisa colaborativa internacional - alavancagem de pesquisas já em curso e estimulando novas pesquisas. 
As primeiras bolsas são para estudos-piloto inovador de curto prazo, com prazos de um a dois anos, para começar a preencher as lacunas de conhecimento e de infra-estrutura, tais como identificar e testar tratamentos potenciais; compreender a degeneração do nervo; e bancos de dados de construção e biobancos repositórios de amostras biológicas para uso em pesquisas para entender melhor imagem a longo prazo, genética e resultados associados à esclerose múltipla progressiva.
Os 22 projetos da primeira fase incidirá sobre seis áreas:
"A resposta da comunidade de pesquisa para a nossa primeira chamada de propostas de pesquisa inovadores tem sido excepcional, e fala-se tanto da necessidade não atendida e a força de galvanização desta iniciativa internacional", diz Cynthia Zagieboylo, Presidente da Comissão Executiva da Aliança e CEO da EM nacional Society (EUA), em um comunicado. "Pela primeira vez, as sociedades EM em todo o mundo estão financiando pesquisas em conjunto, sem levar em conta a geografia, a fim de encontrar as respostas da comunidade EM progressiva precisa urgentemente."

O "Internacional Progressive MS Alliance" é uma colaboração mundial focada na busca de soluções para formas progressivas de esclerose múltipla que, até agora escapado da comunidade científica.
Progresso, gravidade e especificidade de sintomas de esclerose múltipla são imprevisíveis, variando de pessoa para pessoa e de vez em quando em um mesmo indivíduo, tornando a doença difícil de diagnosticar e tratar. Mas, enquanto a experiência de cada indivíduo de EM é única, com uma combinação diferente de sintomas e gravidade, todos com a doença vive com a incerteza sobre se ele vai progredir e se eles vão perder a capacidade de fazer as coisas que mais importam para eles. Tal como muitos como 80 por cento das pessoas com EM podem desenvolver uma forma progressiva da doença durante sua vida. Um diagnóstico de esclerose múltipla progressiva começa o desafio de viver com MS para um novo nível, porque, ao contrário de EM remitente-recorrente - a variante mais comum da doença, não há tratamentos eficazes para a esclerose múltipla progressiva.
Até 65 por cento das pessoas com remitente-recorrente EM acabará por desenvolver esclerose múltipla secundária progressiva, enquanto outros (até 15 por cento) é diagnosticado com esclerose múltipla progressiva desde o início (EM primária progressiva). Ambos esclerose múltipla progressiva primária e secundária envolve um acúmulo contínuo de sintomas com um aumento insidioso em deficiência.
EM primária progressiva é caracterizada pela constante piora da função neurológica desde o início. A taxa de progressão pode variar ao longo do tempo - com platôs ocasionais e pequenas, melhorias temporárias -, mas, para 90 por cento das pessoas com esclerose múltipla progressiva primária, há poucos surtos distintos (também chamados de ataques ou exacerbações) ou remissões.
Secundária progressiva EM segue um período inicial de EM reincidente-remitente (a forma mais comum de EM em pessoas que são recém-diagnosticados). Na esclerose múltipla secundária progressiva, a doença começa a agravar-se com mais firmeza, com ou sem ataques ocasionais, pequenas remissões, ou planaltos.
Progressive-surto-remissão é uma categorização que está a ser eliminada com um novo padrão de classificação EM a ser publicado em 2014 Para mais informações, visite: http://bit.ly/1p1wkfM
Embora não haja um progresso dramático e de mudança de vida para a compreensão e tratamento de EM recorrente-remitente, as descobertas que levarão ao tratamento para esclerose múltipla progressiva ter permanecido teimosamente indescritível.
O Progressive MS Aliança foi estabelecida inicialmente em 2012 como o Internacional Progressive EM Collaborative por seis membros fundadores originais que fizeram um compromisso conjunto para acelerar o desenvolvimento de um tratamento para esclerose múltipla progressiva, eliminando as barreiras científicas e tecnológicas., Em setembro de 2013 os membros fundadores entrou um memorando de entendimento, estabelecendo formalmente o Progressive Alliance EM
Você pode aprender mais em: http://bit.ly/1qYn00K
Os 22 projetos da primeira fase serão dirigidos por cientistas da principais universidades de pesquisa e empresas nestas áreas-chave. Resumos de cada bolsa pode ser visto em:http://www.progressivemsalliance.org/

Fonte: The Progressive Alliance MS

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pacientes com esclerose múltipla receiam serem rotulados como "difíceis"

Ranzinza. Talvez seja essa a palavra pela qual muitos portadores de doenças crônicas e degenerativas são tachados. Medo, sintomas difíceis, dores constantes e depressão provinda do diagnóstico podem fazer com que um paciente seja considerado "difícil" pelos médicos. E esse é o receio de 24% das pessoas com esclerose múltipla entrevistadas em um estudo realizado em cinco países --Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e EUA--, motivo muito comum que atrapalha a relação médico-paciente.
A pesquisa, chamada "State of MS", foi feita com 982 portadores da doença e 900 neurologistas, e também apontou que apesar de o vínculo entre o doente e o profissional de saúde mostrar-se eficiente, o paciente sempre quer saber mais. Segundo o estudo, 44% querem informações sobre novos tratamentos e pesquisas sobre a esclerose múltipla; outros 72% acreditam que a internet e as redes sociais são a forma mais efetiva para tirar algumas dúvidas. A pesquisa foi apresentada durante uma entrevista coletiva em Boston, Massachusetts, nos EUA.


O levantamento procurou buscar as necessidades, experiências e atitudes das pessoas que vivem com esclerose múltipla e os neurologistas que tratam a doença, e foi guiado por um consórcio que compreende neurologistas e organizações de apoio a doença na Europa e nos EUA.
Do lado médico, três em cada quatro neurologistas entrevistados recomendam aos pacientes que busquem as organizações de apoio para aprender mais sobre a doença. "Temos que estar onde as pessoas estão. Não podemos mais fazer como fazíamos. Há que ter diferentes meios de disseminar informação", afirma Nancy Law, vice-presidente da Sociedade de Esclerose Múltipla dos EUA. "As pessoas querem conversar umas com as outras, por isso procuram as redes sociais", diz Martin Duddy, neurologista consultor do Reino Unido que participou da pesquisa.
Como lidar com os sintomas da doença --que compreendem fadiga, formigamento dos membros, dificuldade de locomoção, entre outros-- também está entre as informações que os pacientes mais procuram, apontado por 39% dos entrevistados. Já entre os neurologistas, 49% deseja saber mais sobre maneiras de como manter as funções cognitivas dos doentes.
O acesso ao médico também foi outro aspecto que a pesquisa identificou: 71% dos pacientes acham que seu médico é acessível quando é procurado; e 74% avaliam que o neurologista dispende tempo suficiente na consulta com o doente. O médico italiano Antonio Uccelli, que participou da elaboração do estudo e é professor de neurologia na Universidade de Gênova, nota que muitas vezes os pacientes querem alguma informação imediatamente, mesmo que nem sempre o médico esteja disponível para ajudá-lo. "As mensagens de textos e os e-mails são complementares, ajudam nesta relação".

Falar sobre a doença

A pesquisa foi conduzida online entre os dias 18 de março de 25 de abril deste ano. Entre os pacientes, 37% são homens e 63% mulheres. A média de idade é 45 anos, e o tempo de diagnóstico médio é de 11 anos.
Se por um lado, oito em cada 10 pacientes (83%) sentem-se confortáveis ao falar sobre a doença com o médico, classificando a relação como aberta, honesta e compreensiva; um em cada cinco doentes disseram-se desconfortáveis ao falar sobre alguns sintomas, por exemplo, dificuldades sexuais (54%), problemas de bexiga (28%), mudanças de humor (26%), dificuldade ao andar (19%), espasmos musculares (19%) e tremores (18%).
O estudo também questionou quais seriam as principais barreiras para uma comunicação realmente efetiva: 47% dos médicos apontaram a falta de tempo e 21% dos doentes disseram que isso faz com que não haja tempo suficiente para discutir todos os medos a respeito da doença.
A esclerose múltipla é uma doença crônica, neurológica e autoimune que afeta o sistema nervoso central. Os sintomas podem ser leves ou severos e vão desde dormência nos membros à paralisia ou perda da visão. A progressão, severidade e sintomas específicos são imprevisíveis e variam de pessoa para pessoa. Estima-se que a doença afete 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 500 mil na Europa e 400 mil nos EUA. No Brasil, segundo dados da Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), a doença acomete cerca de 35 mil pessoas.
Fonte: Notícias UOL

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Projeto de pesquisa



Devido a importância da análise do perfil respiratório e força muscular em indivíduos com EM, a fim de desenvolver um trabalho baseado no treinamento muscular respiratório, já que a fraqueza muscular e os comprometimentos pulmonares provocados pela doença podem contribuir significativamente para um avanço na doença e além disso a escassez na literatura sobre os efeitos do treino muscular respiratório em pacientes com esclerose múltipla, a acadêmica de fisioterapia da Unifra, Paula Copetti esta desenvolvendo seu trabalho de conclusão de curso sobre este assunto.

Quem estiver interessado em fazer parte desta pesquisa, poderá entrar em contato com a associação, que será encaminhado a pesquisadora Paula. Vale a pena conferir este projeto, já que seu resultado será de grande valia para todos os pacientes de EM.