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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estudo diz que Esclerose múltipla pode ser detectada antes dos primeiros sintomas.

Pesquisadores da Alemanha descobriram que a presença de um determinado anticorpo na corrente sanguínea de uma pessoa pode indicar a presença de esclerose múltipla anos antes de os primeiros sintomas surgirem. De acordo com o estudo, apenas parte dos pacientes com esclerose múltipla parece apresentar o anticorpo KIR4.1 antes de a doença se manifestar. Por outro lado, nenhuma pessoa livre da condição tem a substância na corrente sanguínea. Ou seja, a ausência do anticorpo não necessariamente significa que um indivíduo nunca terá esclerose múltipla, mas a sua presença necessariamente acusa que a doença se manifestará no futuro. A pesquisa, desenvolvida na Universidade Técnica de Munique, foi apresentada em abril durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia, nos Estados Unidos. 
Não se conhece a causa a esclerose múltipla, e não existe cura para a doença. Sabe-se apenas que ela ocorre quando há danos ou destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização, ou escleroses, e surgem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos. O estudo alemão se baseou nos dados de pessoas que haviam participado de uma pesquisa de longa duração. Os participantes foram acompanhados por vários anos e tiveram amostras de sangue recolhidas diversas vezes.
O Estudo: No novo estudo, os autores selecionaram dezesseis pessoas diagnosticadas com esclerose múltipla e analisaram suas amostras de sangue recolhidas seis anos antes de os primeiros sintomas da doença aparecerem. Depois, os pesquisadores compararam essas amostras às recolhidas de outros dezesseis indivíduos que não apresentavam o problema. Na análise, os pesquisadores procuraram especificamente pelo anticorpo KIRK4.1. Segundo os resultados, sete dos dezesseis pacientes com esclerose múltipla apresentaram o anticorpo antes de os primeiros sintomas surgirem. O exame do anticorpo deu negativo em todos os participantes sem a doença.
De acordo com Viola Biberacher, coordenadora do estudo, o próximo passo será replicar esse teste em um grupo maior de participantes para determinar quão precocemente é possível prever a esclerose múltipla a partir da análise do anticorpo. "Detectar a doença antes de ela se manifestar clinicamente pode significar melhores tratamentos e até a possibilidade de prevenir o surgimento dos sintomas", diz.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A Fadiga da EM e os distúrbios do sono

A causa subjacente da fadiga experimentada por pacientes de esclerose múltipla pode ser diagnosticada como distúrbios do sono, de acordo com um estudo realizado no Departamento de Neurologia da Universidade da Califórnia. A Fadiga pode ser somente a própria fadiga, mas também um distúrbio do sono que não diagnosticado e não tratado pode agravar a doença e o bem-estar nos pacientes. Os padrões de sono e queixas de sonolência diurna excessiva sugerem que problemas de sono podem ser uma epidemia oculta na população EM, separada da fadiga da EM, explicou Steven Latão , professor clínico associado e diretor do Programa de Clínica Neurologia sono e co diretor-mobiliário para medicina da UC Davis Laboratório de Medicina do Sono, em uma nota na imprensa da universidade. 
Uma grande porcentagem de indivíduos com EM em nosso estudo tem algum problemas com o sono e triagem positiva para um ou mais distúrbios do sono. A grande maioria desses distúrbios do sono são potencialmente não diagnosticado e tratado. Este trabalho sugere que os pacientes com esclerose múltipla podem ter distúrbios do sono que necessitem de diagnóstico e gestão independente, disse  Steven Latão, que também explicou que uma maior atenção a problemas de sono nesta população não se justifica, especialmente tendo em vista a fadiga sendo o sintoma mais comum e incapacitante de EM. Os cientistas concluíram que em mais de 70 por cento dos pacientes registrados, pelo menos um tem o distúrbio do sono. Entre os inquéritos concluídos, 37,8% dos pacientes sofreram apneia obstrutiva do sono, 31,6% moderada a insônia severa, e 36,8% síndrome das pernas inquietas. Os resultados são importantes para ajudar os médicos a gerenciar melhor os sintomas de fadiga em pacientes com esclerose múltipla no futuro.
Fonte: Multiple Sclerosis News Today